Gilmar Mendes critica conduta de André Mendonça no caso Banco Master
O ministro Gilmar Mendes classificou como erro crasso a atuação de André Mendonça na relatoria do caso Banco Master e criticou decisões de colegas.
Pontos principais
- Gilmar Mendes afirmou que a interferência de um ministro em negociações de delação configura erro crasso.
- O decano do STF comparou elementos da investigação do caso Banco Master, como vazamentos e prisões, a práticas da Lava Jato.
- Mendes criticou a gestão de Edson Fachin sobre o código de ética e a decisão de Nunes Marques de suspender pesquisa eleitoral.
- O ministro defendeu maior transparência nas agendas e na divulgação de rendimentos externos dos magistrados.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como erro crasso a conduta do colega André Mendonça ao tratar de uma proposta de delação premiada no caso Banco Master. Segundo Mendes, a interferência de um magistrado em negociações que deveriam ser restritas ao Ministério Público ou à Polícia Federal e aos advogados de defesa compromete o rito processual. O decano alertou que a condução do processo, marcada por elementos como vazamentos e prisões de familiares, apresenta semelhanças com equívocos cometidos durante a Operação Lava Jato, reforçando preocupações sobre a postura institucional da Corte.
Além do caso específico, o magistrado aproveitou para criticar a gestão de Edson Fachin quanto à proposta de um novo código de ética para o tribunal, apontando falta de articulação prévia com os demais ministros. Mendes também manifestou discordância em relação à decisão de Kassio Nunes Marques, que suspendeu uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. O decano reiterou a necessidade de maior transparência nas agendas e nos rendimentos obtidos em atividades externas, evidenciando tensões internas sobre a atuação e a conduta ética dos membros do tribunal.
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