A procura pelo Tesouro IPCA+ 2032 disparou em junho após as taxas reais superarem a marca histórica de 8% ao ano.
O mercado de títulos públicos brasileiros registrou um movimento expressivo em junho, com investidores aproveitando taxas reais que superaram o patamar histórico de 8% ao ano. O Tesouro IPCA+ 2032 tornou-se o principal ativo de preferência, com o volume médio diário de compras saltando de R$ 59,9 milhões para R$ 176,3 milhões. Esse movimento reflete uma busca por proteção inflacionária em um cenário de juros elevados, consolidando o título como o principal produto do Tesouro Direto no mês. Paralelamente, o Tesouro Prefixado 2029 também atraiu capital, impulsionado por retornos próximos a 15% ao ano. Especialistas alertam, contudo, que a volatilidade dos preços exige cautela. A recomendação é que os investidores priorizem prazos intermediários e mantenham os papéis até o vencimento, evitando assim os riscos de desvalorização causados pela marcação a mercado em momentos de oscilação nas curvas de juros.
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