O aumento do déficit nominal e da dívida bruta eleva o prêmio de risco, pressionando as taxas dos títulos públicos brasileiros.
As taxas dos títulos Tesouro IPCA+ voltaram a subir, aproximando-se da marca de 8%, em resposta aos dados fiscais negativos divulgados recentemente. O déficit nominal do governo central alcançou R$ 149 bilhões em maio, superando as projeções do mercado, enquanto a dívida bruta avançou para 81,1% do PIB. Esse cenário de deterioração das contas públicas tem minado a confiança dos investidores na sustentabilidade fiscal do país, resultando em um aumento do prêmio de risco exigido para a compra de títulos públicos de longo prazo. A falta de sinalização clara sobre o controle de gastos públicos permanece como o principal fator de pressão sobre a curva de juros. Apesar da instabilidade fiscal, o mercado financeiro ainda mantém a expectativa de que o Copom inicie um ciclo de afrouxamento da taxa Selic em sua próxima reunião.
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