Estudo de Harvard associa consumo de café a menor risco de demência
Pesquisa com 130 mil pessoas indica que beber de duas a três xícaras de café com cafeína ao dia pode reduzir em até 20% o risco de demência.
Pontos principais
- O estudo acompanhou 131 mil participantes por quase 40 anos, registrando 11.033 casos de demência.
- A redução de risco, entre 18% e 20%, foi observada apenas no consumo de café com cafeína.
- Pesquisadores sugerem que propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes da cafeína e polifenóis contribuem para o efeito protetor.
- Por ser um estudo observacional, os dados indicam uma correlação estatística, não estabelecendo uma relação direta de causa e efeito.
Um estudo de longo prazo conduzido pela Universidade de Harvard, que acompanhou mais de 131 mil pessoas ao longo de quatro décadas, sugere uma associação positiva entre o consumo moderado de café e a redução do risco de demência. Segundo os dados, indivíduos que ingerem de duas a três xícaras de café com cafeína diariamente apresentaram uma probabilidade de 18% a 20% menor de desenvolver a condição. O benefício não foi identificado em versões descafeinadas da bebida, o que leva pesquisadores a apontarem a cafeína e os polifenóis como possíveis agentes protetores devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Embora os resultados sejam promissores, especialistas ressaltam que o estudo possui caráter observacional, servindo como uma indicação estatística e não como prova de causalidade. Além disso, alertam que o consumo excessivo de cafeína pode desencadear efeitos adversos, como ansiedade e distúrbios do sono, recomendando cautela na dieta.
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