PF investiga suposta propina do Banco Master ao senador Jaques Wagner
Polícia Federal apura se senador recebeu apartamento de R$ 2,5 milhões como propina, utilizando esquema de ocultação de patrimônio.
Pontos principais
- Investigação aponta que a compra do imóvel seguiu o mesmo modus operandi usado em casos envolvendo o BRB.
- Recursos teriam sido movimentados por fundos da gestora Reag e empresas de fachada para ocultar o beneficiário.
- Diálogos indicam que o senador teria solicitado a compra do apartamento em Salvador ao ex-sócio do Banco Master.
- O advogado Daniel Monteiro, preso na Operação Compliance Zero, é apontado como peça-chave na estruturação das transações.
- Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que o pagamento do imóvel seria realizado posteriormente.
A Polícia Federal investiga a suspeita de que o senador Jaques Wagner tenha recebido um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões como propina do Banco Master. Segundo as apurações, a transação teria utilizado um esquema de ocultação de patrimônio similar ao identificado em investigações anteriores envolvendo o Banco de Brasília (BRB). O caso aponta para o uso de fundos ligados à gestora Reag e empresas de fachada para dissimular a origem dos recursos e o beneficiário final da operação. O advogado Daniel Monteiro, detido durante a Operação Compliance Zero, é apontado pelas autoridades como um dos principais articuladores do esquema. Em nota, a defesa de Jaques Wagner nega qualquer ato ilícito, sustentando que o imóvel seria pago posteriormente e que não houve favorecimento ao Banco Master em troca do benefício imobiliário.
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