Bloqueio orçamentário na ANM ameaça gestão de pedidos de terras raras
O aumento na demanda por pesquisas de terras raras no Brasil enfrenta riscos operacionais devido a um corte de R$ 22,7 milhões na ANM.
Pontos principais
- O Brasil recebeu cerca de 3 mil pedidos de pesquisa para terras raras entre 2023 e junho de 2026.
- A Agência Nacional de Mineração (ANM) enfrenta um bloqueio orçamentário de R$ 22,7 milhões.
- Apenas quatro servidores são responsáveis por gerir toda a demanda de minerais estratégicos na agência.
- A falta de recursos pode comprometer a fiscalização de barragens e o cumprimento de metas internacionais.
O setor de mineração brasileiro vive um momento de expansão na busca por terras raras, minerais essenciais para a transição energética, a indústria de defesa e tecnologias avançadas. Entre 2023 e junho de 2026, o país registrou cerca de 3 mil pedidos de pesquisa, um volume que supera drasticamente o histórico acumulado entre 1975 e 2022. No entanto, esse crescimento é ameaçado por um bloqueio orçamentário de R$ 22,7 milhões na Agência Nacional de Mineração (ANM). O diretor-presidente da autarquia, Mauro Sousa, alertou que a escassez de verbas prejudica a capacidade operacional do órgão, que hoje conta com apenas quatro servidores para gerir a alta demanda. Além do risco de atrasar investimentos estratégicos, a limitação orçamentária coloca em xeque a fiscalização de segurança de barragens e o cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
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