O Brasil possui a segunda maior reserva potencial de terras raras do mundo, minerais cruciais para tecnologias avançadas e de baixo carbono. A Serra Verde, única mineradora em operação no país, iniciou a produção em 2024 em Goiás, atraindo investimentos significativos, como um empréstimo de US$ 565 milhões da DFC dos EUA. Este cenário reflete a crescente demanda global e a busca por diversificação da cadeia de suprimentos, visando reduzir a dependência da China e posicionar o Brasil como um ator estratégico neste mercado.
O Brasil possui uma posição estratégica no cenário global de terras raras, minerais essenciais para a indústria de alta tecnologia e baixo carbono. O país detém a segunda maior reserva potencial de óxidos de terras raras (TREO) do mundo, atrás apenas da China. A produção nacional é liderada pela Serra Verde, a única mineradora em operação no país, localizada em Goiás. O setor tem atraído investimentos significativos, impulsionados pela crescente demanda global e pela busca por diversificação das cadeias de suprimentos, atualmente dominadas pela China, especialmente por parte dos Estados Unidos.
A importância das terras raras ganhou destaque geopolítico com a intensificação da disputa comercial e tecnológica entre Estados Unidos e China. Em resposta ao domínio chinês na cadeia produtiva desses minerais, o governo dos EUA, sob a administração Trump, lançou iniciativas para impulsionar a produção e o refino fora da Ásia. Um exemplo é o pacote de US$ 12 bilhões, batizado de Project Vault, visando minerais estratégicos. Nesse contexto, a Serra Verde, mineradora brasileira controlada por empresas americanas e britânicas, tornou-se um ator chave. Em fevereiro de 2026, a empresa assinou um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), agência de fomento americana, valor superior ao inicialmente previsto. Este acordo também concede à DFC o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na Serra Verde. A produção da Serra Verde começou em 2024 e está em fase de avanço gradual. Além da Serra Verde, o Brasil possui outros sete projetos de terras raras em diferentes estágios de desenvolvimento, localizados em Minas Gerais, Goiás, Bahia e Amazonas, com investimentos projetados de US$ 2,4 bilhões entre 2026 e 2030.