A falta de recursos e pessoal na Agência Nacional de Mineração ameaça o licenciamento de projetos e a segurança de barragens no país.
A ambição do Brasil de consolidar-se como um player estratégico no mercado global de terras raras enfrenta um obstáculo estrutural na Agência Nacional de Mineração (ANM). O órgão, que sofre com cortes orçamentários e escassez de pessoal, opera com limitações que comprometem desde a análise de processos minerários até a fiscalização de segurança em barragens. Com um orçamento de R$ 105 milhões para 2026, valor insuficiente para as necessidades operacionais, a agência viu o contingenciamento de R$ 22,65 milhões paralisar atividades críticas. A fragilidade administrativa, evidenciada por uma equipe de apenas quatro servidores dedicados aos minerais críticos, gera incertezas para investidores estrangeiros, como visto na recente compra da Serra Verde pela USA Rare Earth. Sem reforço na estrutura técnica, o país corre o risco de perder oportunidades em um setor essencial para a transição energética.
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