Entidades se unem contra projeto que amplia limites do Simples Nacional
Comsefaz, FNP e CNM criticam o PLP 108/2021, alegando que a mudança nos limites do Simples Nacional prejudica a competitividade e a arrecadação.
Pontos principais
- O PLP 108/2021 propõe o aumento dos limites de faturamento para empresas no regime do Simples Nacional.
- Comsefaz, Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e Confederação Nacional de Municípios (CNM) se opõem à medida.
- Críticos argumentam que o projeto estende benefícios fiscais a empresas de maior porte, retirando a competitividade de pequenos negócios.
- Estados e municípios alertam para o risco de queda na arrecadação tributária caso o projeto seja aprovado.
Entidades representativas de estados e municípios, incluindo o Comsefaz, a FNP e a CNM, manifestaram forte oposição ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. A proposta, que visa ampliar os limites de faturamento para o enquadramento no Simples Nacional, é alvo de críticas por parte dos gestores públicos, que temem impactos negativos na arrecadação local. Segundo as entidades, a medida desvirtua o propósito do regime especial, permitindo que empresas de maior porte usufruam de privilégios tributários originalmente destinados a pequenos negócios. O debate central gira em torno da perda de competitividade das micro e pequenas empresas frente a companhias maiores que seriam beneficiadas pela mudança. Além do impacto direto no mercado, o projeto coloca em alerta governadores e prefeitos, que dependem da atual estrutura de tributação para manter o equilíbrio fiscal de seus entes federativos.
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