Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da Polícia Federal
Presidente do Senado critica julgamentos antecipados e defende presunção de inocência após operação da PF contra Jaques Wagner.
Pontos principais
- Davi Alcolumbre defendeu a presunção de inocência e criticou a execração pública de autoridades antes do trânsito em julgado.
- A Operação Compliance Zero investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e o PT na Bahia.
- O presidente do Congresso cancelou a sessão conjunta que analisaria vetos presidenciais após a deflagração da operação.
- Alcolumbre negou acusações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e lamentou a polarização política no Legislativo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou solidariedade ao senador Jaques Wagner após a deflagração da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master e o PT na Bahia. Em resposta ao episódio, Alcolumbre cancelou a sessão do Congresso Nacional que analisaria vetos presidenciais, reforçando a importância do devido processo legal. O parlamentar criticou o que classificou como execração pública de autoridades antes do trânsito em julgado, defendendo o princípio constitucional da presunção de inocência para todos os investigados.
Além de defender Wagner, Alcolumbre aproveitou o pronunciamento para negar acusações recentes contra ele próprio, que também citariam o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio reacendeu tensões no Legislativo, com parlamentares de diferentes espectros políticos utilizando o caso para atacar adversários. Alcolumbre lamentou a postura de colegas que celebram ações judiciais contra opositores, destacando que a polarização política tem dificultado o debate sobre a exposição pública de investigados e o acesso da defesa aos autos dos processos.
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