Juros altos elevam custos de crédito para empresas, forçando gestores a adotar estratégias defensivas diante do risco de inadimplência.
A manutenção da taxa Selic em níveis restritivos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, tem gerado um cenário desafiador para o mercado de crédito privado. Com o custo da dívida corporativa projetado para alcançar patamares próximos a 20% ao ano, empresas, especialmente as de menor porte e aquelas inseridas em setores cíclicos como o varejo, enfrentam pressões severas sobre seus fluxos de caixa e riscos elevados de renegociação. Diante desse cenário, gestores de fundos têm adotado uma postura cautelosa, priorizando a manutenção de liquidez e evitando a exposição a papéis de longo prazo com remuneração insuficiente. A estagnação do mercado primário de emissões reflete essa incerteza, deslocando o foco dos investidores para ativos mais defensivos no mercado secundário, enquanto especialistas avaliam a atratividade de instrumentos atrelados ao IPCA e debêntures de infraestrutura.
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