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Radar vende 12% de portfólio agrícola no Mato Grosso por R$ 1,85 bi

A venda de terras pela Radar visa reduzir a alavancagem da Cosan, com a SLC Agrícola detendo direito de preferência sobre a aquisição de 41,2 mil hectares.

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Foto: Pipeline Valor
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17/06 às 09:34 · atualizado 16:45

Pontos principais

  • A transação envolve 41.214 hectares de terras no Mato Grosso, representando 12% do portfólio da Radar.
  • O valor total da operação é de R$ 1,85 bilhão, com R$ 586 milhões destinados à participação da Cosan.
  • A SLC Agrícola, que arrenda 60% das áreas, possui 30 dias para exercer seu direito de preferência na compra.
  • As ações da Cosan (CSAN3) subiram mais de 7% na B3 após a repercussão positiva do mercado sobre o desinvestimento.
  • A holding busca reduzir sua alavancagem financeira, que encerrou o último trimestre em 3,3 vezes.
  • O Bradesco BBI classificou a venda como um passo estratégico para a desalavancagem e alívio no pagamento de juros.
  • A Cosan avalia futuras alienações, incluindo participações na Compass e uma possível saída da Raízen.

A Radar, joint venture entre Cosan e Nuveen, oficializou a venda de 12% de seu portfólio de ativos imobiliários rurais no Mato Grosso. A operação, que movimentou R$ 1,85 bilhão, envolve 41.214 hectares voltados à produção de commodities. Do montante total, a parcela correspondente à participação econômica da Cosan é de R$ 586 milhões. O Grupo Bom Futuro apresentou a oferta pela aquisição, mas o negócio ainda depende da decisão da SLC Agrícola, que arrenda 60% das áreas e detém um prazo de 30 dias para exercer seu direito de preferência na compra total das terras.

O mercado reagiu com otimismo à notícia, com as ações da Cosan (CSAN3) registrando alta superior a 7% na B3. Analistas do Bradesco BBI avaliaram a transação como um movimento acertado, destacando que a venda de ativos é fundamental para a estratégia de desalavancagem da companhia, visando reduzir o endividamento e aliviar o peso dos pagamentos de juros. A empresa busca, assim, melhorar sua estrutura de capital diante de um cenário de alavancagem que atingiu 3,3 vezes no último trimestre.

Além da venda de terras, a holding avalia novas alienações, como a redução de participação na Compass após o fim do período de lockup em novembro. A empresa também estuda uma possível saída da Raízen no futuro, condicionada à reestruturação da dívida da joint venture com a Shell. Enquanto o mercado aguarda a definição sobre o direito de preferência da SLC, a conclusão do negócio permanece sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais de mercado.

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