SLC Agrícola e Bom Futuro disputam compra de terras da Radar por R$ 1,85 bi
A disputa pelo direito de preferência na compra de 41,2 mil hectares da Radar, subsidiária da Cosan, gera impasse jurídico e atrasa o plano de desalavancagem.
Pontos principais
- A transação envolve 41,2 mil hectares no Mato Grosso, avaliados em R$ 1,85 bilhão.
- SLC Agrícola e Grupo Bom Futuro reivindicam o direito de preferência por serem arrendatários de partes distintas da área.
- A SLC alega ter coberto a oferta inicial feita pelo Bom Futuro para adquirir o portfólio.
- O negócio é central para a estratégia de reciclagem de ativos da Cosan, visando a redução de sua alavancagem financeira.
- A operação, que inclui ativos como galpões e maquinários, aguarda resolução sobre a titularidade do direito de preferência.
- A conclusão definitiva da venda permanece sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A venda de 41,2 mil hectares de terras da Radar, gestora ligada à Cosan e à Nuveen, tornou-se alvo de uma disputa judicial entre a SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro. Embora a Radar tenha inicialmente anunciado a venda do portfólio por R$ 1,85 bilhão ao Bom Futuro, a SLC Agrícola contestou a operação exercendo seu direito de preferência, uma vez que já opera parte da área sob contrato de arrendamento. O Grupo Bom Futuro, por sua vez, também reivindica a prioridade na compra, alegando deter direitos sobre outra parcela das terras em questão.
Este impasse jurídico traz incertezas para o cronograma da Cosan, que busca acelerar a venda de ativos para reduzir sua alavancagem financeira, um movimento estratégico apoiado pelo BTG Pactual. A transação, realizada na modalidade porteira fechada, engloba não apenas a terra agricultável, mas também infraestruturas como galpões e maquinários. Enquanto a disputa não é resolvida, a efetivação do negócio permanece travada, dependendo ainda de uma análise final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída.
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