SLC Agrícola compra terras no Mato Grosso por R$ 669 milhões
A SLC Agrícola adquiriu 8,9 mil hectares da Radar, parte de uma transação maior de R$ 1,85 bilhão que envolve a Cosan e outros produtores rurais.
Pontos principais
- A SLC Agrícola fechou a compra de 8,9 mil hectares de terras agricultáveis e infraestrutura no Mato Grosso por R$ 669 milhões.
- A operação faz parte de um acordo mais amplo de R$ 1,85 bilhão envolvendo a venda de 41,2 mil hectares do Grupo Radar, controlado pela Cosan.
- Além da SLC, a Bom Futuro e o empresário Alexandre Jacques Bottan participam da aquisição, exercendo seus direitos de preferência.
- O pagamento pela SLC será realizado de forma parcelada, com conclusão prevista para outubro de 2026.
- A transação visa reduzir a alavancagem financeira da Cosan e consolidar a propriedade de áreas já operadas pelos arrendatários.
- Analistas de mercado avaliaram a operação como positiva para o perfil de risco da SLC Agrícola.
- O negócio ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de condições contratuais usuais.
A SLC Agrícola anunciou a compra de 8,9 mil hectares de terras no Mato Grosso, em um negócio avaliado em R$ 669 milhões. A aquisição envolve áreas e infraestrutura operacional, como silos e algodoeira, que a companhia já explorava por meio de contratos de arrendamento. O movimento integra uma reestruturação estratégica do Grupo Radar, controlado pela Cosan, que alienou um total de 41,2 mil hectares na região por R$ 1,85 bilhão, contando também com a participação da Bom Futuro e do empresário Alexandre Jacques Bottan como compradores.
Para a SLC Agrícola, a operação é vista pelo mercado como um passo positivo para o controle de custos e redução de riscos financeiros, apesar do valor por hectare refletir a alta qualidade das terras adquiridas. A estratégia de compra, que substitui o modelo de arrendamento em áreas estratégicas, foi bem recebida por analistas, resultando em valorização das ações da empresa. O fechamento definitivo da transação está condicionado ao aval do Cade e ao cumprimento de cláusulas contratuais, com o cronograma de pagamentos estendido até outubro de 2026.
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