A Cosan estuda a venda total de sua fatia na Raízen e projeta a dissolução de sua estrutura de holding nos próximos cinco anos para reduzir alavancagem.
O CEO da Cosan, Marcelo Martins, confirmou que a companhia não realizará novos aportes na Raízen, sinalizando uma mudança estratégica definitiva na estrutura de capital do grupo. A decisão ocorre após um processo de reestruturação financeira da produtora de açúcar e etanol, que inclui a conversão de até 50% de sua dívida de R$ 65 bilhões em equity, resultando na diluição da fatia da Cosan. Com essa movimentação, a Raízen deixou de ser consolidada no balanço da holding, que agora busca encerrar o acordo de acionistas com a Shell e alienar sua participação remanescente para otimizar seu portfólio.
Além do desinvestimento na Raízen, a administração traçou um plano de longo prazo que prevê a dissolução da estrutura de holding em até cinco anos. A estratégia visa reduzir a alavancagem do grupo e simplificar a governança, com a empresa avaliando a venda de outros ativos, como a Radar e a Rumo. O objetivo final é deixar de atuar como um veículo de investimento, permitindo que os sócios tenham participação direta nas empresas controladas, em um movimento amplo de desalavancagem e ajuste de ativos no mercado.
Pipeline Valor • 15 mai, 15:11
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