Mercado projeta corte de juros pelo Copom após acordo entre EUA e Irã
Investidores aguardam decisões de juros no Brasil e nos EUA nesta quarta-feira, enquanto repercutem o recém-anunciado acordo de paz entre EUA e Irã.
Pontos principais
- O mercado financeiro projeta redução da Selic de 14,5% para 14,25% ao ano.
- O acordo de paz entre EUA e Irã reduziu tensões globais, provocando queda no petróleo e reabertura do Estreito de Ormuz.
- O Federal Reserve deve manter os juros americanos entre 3,50% e 3,75%, com atenção à estreia de Kevin Warsh.
- O dólar abriu em alta com investidores operando com cautela antes dos anúncios oficiais.
- Donald Trump condicionou a manutenção do acordo com o Irã ao comportamento futuro do país.
- Líderes do G7 reforçaram a necessidade de impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
- O Copom se reúne nesta quarta-feira para definir a nova taxa, com anúncio previsto para após as 18h.
A expectativa do mercado financeiro por um novo corte na taxa Selic ganhou força nesta quarta-feira, impulsionada pelo recente acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A distensão geopolítica, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e um cessar-fogo, resultou em queda nos preços do petróleo, aliviando pressões inflacionárias. Contudo, o presidente Donald Trump ressaltou que o tratado ainda não é definitivo, condicionando sua manutenção ao comportamento iraniano, enquanto o G7 reforçou a vigilância sobre o programa nuclear do país. No cenário doméstico, a desaceleração da inflação oficial de maio sustenta a aposta de que o Copom reduzirá a Selic de 14,5% para 14,25% ao ano, apesar da cautela que levou o dólar a abrir em alta.
Simultaneamente, o cenário global é monitorado pela decisão de política monetária do Federal Reserve. A expectativa é que a autoridade americana mantenha os juros entre 3,50% e 3,75%, em um dia marcado pela estreia de Kevin Warsh no comando da instituição. O otimismo com a estabilidade geopolítica inicial contagiou bolsas asiáticas, mas o mercado financeiro mantém postura defensiva diante da 'Superquarta'. A combinação das decisões de juros no Brasil e nos EUA, somada às incertezas sobre a perenidade do acordo no Oriente Médio, define o fluxo de ativos nas próximas sessões.
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