Trump assina acordo com Irã e mercados reagem a decisões de juros
Acordo entre EUA e Irã reduz tensões no Estreito de Ormuz, enquanto mercados globais digerem a postura rígida de Kevin Warsh sobre a inflação no Fed.
Pontos principais
- O acordo entre EUA e Irã prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a retirada gradual de sanções ao petróleo iraniano.
- O Copom reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, enquanto o Federal Reserve manteve os juros americanos entre 3,50% e 3,75%.
- A formalização do pacto diplomático impulsionou os futuros de ações e provocou a queda nos preços do petróleo.
- O rendimento dos títulos do Tesouro americano de curto prazo disparou após a primeira coletiva de Kevin Warsh como presidente do Fed.
- Investidores aumentaram as apostas em um possível aumento das taxas de juros americanas já no próximo mês, diante da retórica de Warsh contra a inflação.
- O Ibovespa recuou 0,7% diante da cautela com a política monetária dos EUA e tensões diplomáticas entre Brasil e Washington.
- O presidente Lula defendeu a soberania brasileira após críticas de Donald Trump, que classificou o Brasil como um país politicamente perigoso.
O presidente Donald Trump e o líder iraniano formalizaram um memorando para encerrar o conflito entre as nações, garantindo a reabertura do Estreito de Ormuz e o alívio de sanções ao setor petrolífero. A oficialização do acordo, que minimizou justificativas anteriores para o confronto, impactou o sentimento de risco global, impulsionando os futuros de ações e reduzindo os preços do petróleo. No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, enquanto o Federal Reserve manteve os juros americanos no patamar de 3,50% a 3,75%.
O cenário financeiro foi marcado pela estreia de Kevin Warsh na liderança do Federal Reserve. Sua primeira coletiva de imprensa provocou uma disparada nos rendimentos dos títulos do Tesouro de curto prazo, à medida que investidores interpretaram seus comentários como um sinal de postura mais rígida contra a inflação, elevando as apostas de um possível aumento de juros já no próximo mês. Paralelamente, o Ibovespa recuou 0,7%, pressionado pela incerteza sobre a política monetária nos EUA e pelo atrito diplomático entre o governo brasileiro e a administração Trump. Analistas agora monitoram como a estabilização geopolítica no Oriente Médio e a nova postura do Fed moldarão o fluxo de capitais, enquanto as negociações sobre o programa nuclear iraniano permanecem como ponto de atenção para os próximos 60 dias.
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