Starbucks Coreia demite CEO e fecha lojas após polêmica histórica
A rede demitiu seu CEO na Coreia do Sul e anunciou treinamentos obrigatórios após campanha ser associada ao massacre de Gwangju de 1980.
Pontos principais
- O Grupo Shinsegae demitiu o CEO da subsidiária após uma campanha promocional evocar o massacre de Gwangju e a ditadura militar.
- Mais de 2.000 unidades da rede fecharão em 22 de junho para treinamento obrigatório sobre história moderna e sensibilidade social.
- O presidente do grupo, Chung Yong-jin, pediu desculpas públicas em rede nacional pelo erro na estratégia de marketing.
- A polícia sul-coreana iniciou uma investigação sobre o caso após denúncias formais de familiares das vítimas do massacre.
A Starbucks Coreia enfrenta uma crise reputacional severa após uma campanha de marketing ser associada ao massacre de Gwangju de 1980 e à tortura de ativistas durante a ditadura militar. Em resposta à forte reação popular, o Grupo Shinsegae, detentor da marca no país, demitiu o CEO da subsidiária e o presidente do grupo, Chung Yong-jin, emitiu um pedido de desculpas público. Além das mudanças na liderança, a empresa suspenderá as atividades de suas mais de 2.000 lojas no dia 22 de junho para um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social. O caso também escalou para a esfera jurídica, com a abertura de uma investigação policial motivada por denúncias de familiares das vítimas. A interrupção das operações deve gerar uma perda estimada em 2,1 bilhões de won, refletindo o custo do esforço da companhia para conter danos à sua imagem no mercado local.
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