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Starbucks Coreia do Sul dará treinamento de história após erro em promoção

Após polêmica com campanha que coincidiu com o massacre de Gwangju, Starbucks Coreia fechará lojas para treinamento e demite diretor-presidente.

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Foto: SCMP - Asia
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15/06 às 01:01 · atualizado 10:01

Pontos principais

  • A Starbucks Korea fechará quase todas as unidades por três horas no dia 22 de junho para treinamento obrigatório.
  • A medida responde à reação negativa e boicotes causados pela promoção 'Tank Day', realizada em 18 de maio.
  • A data da promoção coincidiu com o 46º aniversário do levante de Gwangju, movimento pró-democracia reprimido em 1980.
  • O Grupo Shinsegae, operador da marca, demitiu o diretor-presidente da operação sul-coreana devido ao escândalo.
  • Executivos de alto escalão, incluindo o presidente do Grupo Shinsegae, também passarão por treinamento de sensibilidade social.
  • A empresa emitiu pedidos de desculpas formais, admitindo falha grave na sensibilidade histórica local.
  • O caso resultou em protestos e queda acentuada nas vendas, sendo classificado por autoridades locais como conduta desumana.

A Starbucks Korea anunciou que encerrará suas atividades temporariamente em 22 de junho para realizar um treinamento de história e sensibilidade social obrigatório com todos os seus funcionários. A decisão, que afetará quase a totalidade das unidades da rede no país, é uma resposta direta à intensa reação negativa nas redes sociais e aos boicotes de consumidores após a empresa realizar a promoção 'Tank Day' em 18 de maio. A data coincide com o 46º aniversário do levante de Gwangju, um episódio sensível da história sul-coreana marcado pela repressão militar a um movimento pró-democracia em 1980. A campanha foi amplamente criticada por associar a marca à repressão que resultou na morte de centenas de civis, levando a empresa a admitir formalmente o erro e pedir desculpas pelo descuido com o contexto histórico local.

Como desdobramento do incidente, o Grupo Shinsegae, operador da marca no país, demitiu o diretor-presidente da operação sul-coreana. Além da equipe operacional, executivos de alto escalão, incluindo o presidente do grupo, também serão submetidos a treinamentos de sensibilidade social. A iniciativa busca reparar a imagem da companhia após protestos e uma queda acentuada nas vendas, sendo o caso classificado por lideranças políticas locais como uma conduta desumana. A empresa espera que as medidas mitiguem os danos à reputação e previnam novos erros de comunicação que ignorem o contexto histórico e cultural da Coreia do Sul.

O fechamento das lojas para a realização de aulas de conscientização histórica marca uma tentativa da corporação de realinhar suas práticas de marketing com os valores da sociedade local. Ao reconhecer publicamente a falha, a gestão da Starbucks Korea busca conter a crise de imagem que se espalhou rapidamente pelo país, reforçando que o treinamento é um passo essencial para garantir que futuras campanhas sejam desenvolvidas com maior rigor e respeito à memória coletiva da nação.

Fonte primária

Grupo Shinsegae (Newsroom oficial)

Boletim de imprensa — Educação em consciência histórica e sensibilidade social para todos os funcionários da Starbucks Korea

Comunicado oficial do Grupo Shinsegae (15/06/2026) anunciando treinamento de consciência histórica e sensibilidade social para todo o pessoal da Starbucks Korea e da divisão E-Mart, em resposta à controvérsia de marketing do 'Tank Day' ligada ao 46º aniversário do Movimento de Democratização de Gwangju (18 de maio). Cronograma: dia 17, executivos das afiliadas da divisão E-Mart e funcionários da sede da Starbucks Korea recebem o treinamento no centro de formação Shinsegae Namsan; dia 22, os parceiros (funcionários) de loja recebem o treinamento e, pela primeira vez desde a abertura em 1999, todas as lojas do país fecham mais cedo, às 15h, para assistir ao vídeo da formação; dia 24, o presidente Chung Yong-jin recebe educação histórica separada com os CEOs das afiliadas antes da reunião de presidentes, cumprindo a promessa feita na desculpa pública ('eu também receberei educação histórica'). Demais funcionários da divisão E-Mart farão o curso online por 2 semanas a partir de 1º de julho. A educação histórica é conduzida pelo prof. Oh Je-yeon (Depto. de História, Univ. Sungkyunkwan) e a de sensibilidade social pelo prof. Koo Jung-woo (Depto. de Sociologia, Univ. Sungkyunkwan), cobrindo história, trabalho, gênero e direitos humanos. O grupo também anuncia revisão integral do sistema de decisão de marketing: criação de um checklist de 'sensibilidade social' com consultoria externa (cobrindo história, datas comemorativas, política, desastres, militar, gênero, violência e discurso de ódio), revisão final obrigatória por chefes de qualidade e jurídico antes de qualquer publicação, padronização dos formulários de aprovação e registro de quem aprovou cada conteúdo. Reforça ainda ações de responsabilidade social: fundo para preservação de sítios históricos e educação histórica para gerações futuras.

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