Parlamento Europeu restringe uso de termos de carne em produtos vegetais
Nova legislação proíbe denominações como 'carne' em produtos à base de plantas para evitar confusão e proteger pecuaristas na União Europeia.
Pontos principais
- A lei veta termos como 'vitela', 'porco' e 'frango' em rótulos de produtos vegetais.
- Produtos cultivados em laboratório ou à base de células também foram incluídos na proibição.
- A medida visa proteger produtores tradicionais e evitar a confusão do consumidor.
- O consumo de alternativas vegetais na UE quintuplicou desde 2011.
- A norma ainda depende de aprovação definitiva dos Estados-membros e novas revisões.
O Parlamento Europeu aprovou uma legislação que restringe o uso de nomenclaturas associadas à pecuária em produtos de origem vegetal. A medida proíbe termos como 'carne', 'vitela', 'porco' e 'frango' em rótulos de alternativas plant-based, incluindo itens cultivados em laboratório, mantendo, contudo, denominações como 'hambúrguer vegetariano'. O objetivo central da iniciativa é proteger os produtores de carne tradicionais e assegurar que os consumidores não sejam induzidos ao erro no momento da compra. A decisão gerou resistência de ambientalistas, defensores do consumidor e do setor de varejo alemão, que argumentam contra as limitações impostas ao mercado. O cenário reflete a crescente tensão entre a indústria pecuária e o setor de proteínas alternativas, que viu seu consumo quintuplicar na União Europeia desde 2011, impulsionado por preocupações com saúde e sustentabilidade. A proposta segue agora para negociações finais entre os Estados-membros.
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