Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida
O ministro Alexandre de Moraes autorizou o depoimento presencial de Bolsonaro, em prisão domiciliar, sobre uma pistola apreendida com um segurança.
Pontos principais
- O depoimento de Jair Bolsonaro foi agendado para o dia 23 de junho, em sua residência, por decisão de Alexandre de Moraes.
- A investigação apura a apreensão de uma pistola Glock 9mm, registrada em nome do ex-presidente, encontrada com um militar do GSI em Taguatinga.
- A defesa de Bolsonaro sustenta que a arma era transportada para manutenção e que o ex-presidente possui autorização para mantê-la.
- Moraes determinou que a defesa apresente, em até 48 horas, a escala de trabalho dos agentes responsáveis pela segurança pessoal do ex-presidente.
- O ministro rejeitou a indicação de Eduardo Torres como profissional de saúde para acompanhar o ex-presidente, exigindo a nomeação de um novo especialista.
- A defesa alega que Bolsonaro sofre com sequelas do atentado de 2018 para justificar condições especiais de acompanhamento médico durante o processo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal a realizar o depoimento presencial de Jair Bolsonaro na próxima terça-feira, dia 23 de junho de 2026. A diligência, solicitada pelo delegado Thiago Boing, visa esclarecer as circunstâncias da apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada em nome do ex-presidente, ocorrida durante uma blitz policial em Taguatinga no dia 15 de junho. O armamento estava sob a posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que não apresentou o certificado de registro no momento da fiscalização.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de um quadro de broncopneumonia. Além de autorizar a oitiva, Moraes determinou que a defesa forneça a escala de trabalho dos agentes de segurança e exigiu a indicação de um novo profissional de saúde para acompanhar o ex-presidente, após rejeitar formalmente o nome de Eduardo Torres, anteriormente proposto pela defesa. Os advogados de Bolsonaro argumentam que o ex-presidente possui autorização para manter o armamento e ressaltam que ele ainda lida com sequelas do atentado sofrido em 2018, o que fundamenta a necessidade de cuidados médicos específicos durante o trâmite das investigações.
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