Câmara debate demora da Anvisa na análise do medicamento Elevidys
Parlamentares e famílias pressionam a Anvisa pela liberação do Elevidys, medicamento para distrofia muscular suspenso desde julho de 2025.
Pontos principais
- A Anvisa suspendeu o Elevidys em 2025 citando falta de dados de eficácia e relatos de piora clínica após o terceiro ano de tratamento.
- Familiares e médicos defendem a segurança do fármaco, enquanto a Anvisa avalia o Givinostat com decisão prevista para o segundo semestre de 2026.
- O deputado Max Lemos propôs um projeto de lei para financiar o tratamento via SUS utilizando receitas de apostas esportivas.
- O Ministério da Saúde indicou que pode avaliar a incorporação do Elevidys ao SUS caso a agência reguladora autorize o uso.
A audiência pública na Câmara dos Deputados intensificou a pressão sobre a Anvisa pela liberação do Elevidys, utilizado no tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne. O medicamento está suspenso no Brasil desde julho de 2025 devido a preocupações da agência com a eficácia a longo prazo e relatos de piora clínica em pacientes internacionais. Enquanto a farmacêutica Roche ainda deve apresentar dados complementares, a Anvisa informou que analisa o Givinostat como alternativa, com previsão de decisão para o segundo semestre de 2026. Em resposta à crise, o deputado Max Lemos apresentou um projeto de lei para custear o tratamento via SUS com recursos de apostas esportivas. O Ministério da Saúde sinalizou abertura para discutir a incorporação do Elevidys ao sistema público, desde que a agência reguladora valide a segurança e a eficácia do fármaco.
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