O governo britânico oficializou a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos até o final de 2026, visando proteger a saúde mental dos jovens.
O governo do Reino Unido, sob a liderança do primeiro-ministro Keir Starmer, oficializou uma nova política que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, com previsão de implementação total até o final de 2026. A medida abrange plataformas amplamente utilizadas pelo público jovem, como TikTok, Instagram, Snapchat, Facebook e X, e agora inclui também restrições específicas para plataformas de jogos e serviços de livestreaming. Segundo Starmer, a decisão representa um momento decisivo para o país, sendo apresentada como uma mudança estrutural na política de proteção infantil britânica para combater o bullying e o assédio online. A iniciativa reflete uma tendência global de governos que buscam limitar a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos online nocivos, intensificando a pressão sobre as empresas de tecnologia. A decisão foi consolidada após um extenso processo de escuta das preocupações da sociedade civil sobre o impacto do ambiente digital no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Além das redes sociais e do entretenimento, o governo britânico estuda implementar restrições adicionais para o uso de chats baseados em inteligência artificial. O plano é considerado mais abrangente do que as restrições similares implementadas recentemente na Austrália, estabelecendo um novo padrão de segurança online que prioriza o bem-estar dos jovens frente aos riscos associados ao uso irrestrito dessas tecnologias. Com essa medida, o Reino Unido coloca as gigantes da tecnologia sob um escrutínio regulatório mais rigoroso, exigindo que as plataformas adaptem seus modelos de negócio para garantir a conformidade com as novas normas de proteção ao usuário menor de idade.
WSJ World • 15 jun, 05:47
Techmeme • 15 jun, 05:40
BBC Brasil • 15 jun, 05:52
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