Keir Starmer assumiu a liderança do Partido Trabalhista e, posteriormente, o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Sua trajetória política é marcada pela defesa de valores democráticos e pela busca por uma política externa que preserve as alianças internacionais. Em janeiro de 2026, Starmer se manifestou de forma contundente contra os comentários do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou a atuação das tropas europeias no Afeganistão. Trump havia declarado que os Estados Unidos "nunca precisaram" da aliança transatlântica e acusou os aliados de ficarem "um pouco fora da linha de frente" no Afeganistão. Starmer classificou essas declarações como "insultuosas e francamente chocantes", expressando a dor que causaram aos familiares dos militares britânicos mortos ou feridos no conflito. O Reino Unido perdeu 457 militares no Afeganistão, tornando-se sua guerra mais letal no exterior desde a década de 1950, com os britânicos liderando a campanha aliada em Helmand, a província mais violenta do Afeganistão, e atuando como aliados dos EUA no Iraque. A forte reação de Starmer, que geralmente evita críticas diretas a Trump em público, demonstrou a gravidade percebida das declarações de Trump, que também geraram condenação de outras autoridades europeias e veteranos.