Países avançam com restrições ao acesso de menores às redes sociais
Reino Unido e Austrália lideram movimento global para proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos visando proteger a saúde mental juvenil.
Pontos principais
- Austrália aprovou lei proibindo o acesso de menores de 16 anos a redes sociais em dezembro.
- Reino Unido anunciou projeto de lei similar com previsão de implementação para 2027.
- Medidas britânicas excluem aplicativos de mensagens, mas restringem lives e contatos com desconhecidos.
- Empresas de tecnologia questionam a eficácia dos mecanismos de verificação de idade.
- Países europeus avaliam legislações similares diante da preocupação com impactos digitais.
A tendência global de restringir o acesso de menores a redes sociais ganhou força com o anúncio do governo britânico, que planeja proibir o uso dessas plataformas por jovens abaixo de 16 anos até 2027. A medida, inspirada na legislação aprovada pela Austrália em dezembro, visa mitigar riscos à saúde mental e segurança online. Embora o projeto no Reino Unido exclua aplicativos de mensagens privadas, como WhatsApp e Signal, ele impõe restrições adicionais, como o bloqueio de transmissões ao vivo e interações com desconhecidos. O movimento tem gerado debates intensos, com empresas de tecnologia expressando preocupações sobre a viabilidade técnica da verificação de idade e os possíveis efeitos colaterais das restrições. Enquanto o governo britânico define os mecanismos de fiscalização, a pressão regulatória continua a crescer em diversas nações europeias que buscam seguir o mesmo caminho para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
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