Pressão do agronegócio e da indústria trava fiscalização eletrônica do frete no Congresso, elevando risco de paralisação nacional da categoria.
A implementação da fiscalização eletrônica para a tabela do frete tornou-se o centro de uma crise política no Congresso Nacional. O mecanismo, desenhado para assegurar o pagamento de valores mínimos pelo transporte de cargas, enfrenta forte oposição de representantes do agronegócio e da indústria, que alegam impactos negativos nos custos operacionais. Em resposta, caminhoneiros ameaçam deflagrar paralisações em todo o país caso a medida sofra retrocessos ou alterações significativas.
O cenário de incerteza é agravado por uma disputa judicial que se estende ao Supremo Tribunal Federal, deixando o setor de logística em estado de alerta. A instabilidade ameaça a cadeia de suprimentos nacional, uma vez que o impasse coloca em lados opostos os principais atores do transporte e do escoamento de mercadorias. Parlamentares buscam uma solução negociada para evitar uma nova crise de abastecimento, enquanto a pressão de ambos os grupos intensifica o debate legislativo.
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