O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, focará no desenvolvimento econômico e em medidas microeconômicas, adiando temas tributários sensíveis para após as eleições e buscando aprimorar o modelo de crédito.
O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, delineou sua estratégia para a pasta, priorizando o desenvolvimento econômico e a negociação de medidas microeconômicas no Congresso. A abordagem visa adiar temas tributários mais sensíveis, como o fim da isenção para títulos de investimento (LCI e LCA), a regulamentação do Imposto Seletivo e a taxação de criptoativos, para evitar instabilidade em um ano eleitoral. Durigan também enfatizou a continuidade do trabalho de seu antecessor, Fernando Haddad, e o aprimoramento do modelo de crédito do país.
Durigan planeja ajustar a comunicação da Fazenda para focar em inovação e ambiente de negócios, buscando uma "nova cara da economia", conforme solicitado pelo presidente Lula. A agenda legislativa incluirá pautas como regras para reguladores de instituições financeiras em crise e a regulação econômica de 'big techs', além de incentivar o debate sobre o fim dos supersalários no serviço público. O ministro também destacou a agenda digital, com foco em investimentos em tecnologia e discussão sobre concorrência de plataformas e IA, e aprofundará ações do programa Eco Invest para atrair investimentos sustentáveis, prevendo ainda a emissão de títulos públicos no mercado europeu este ano.
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