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Durigan prioriza microeconomia e adia temas tributários sensíveis

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, focará no desenvolvimento econômico e em medidas microeconômicas, adiando temas tributários sensíveis para após as eleições e buscando aprimorar o modelo de crédito.

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Foto: InfoMoney
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20/03 às 17:02 · atualizado 18:01

Pontos principais

  • Dario Durigan, novo ministro da Fazenda, priorizará o desenvolvimento econômico e pautas microeconômicas no Congresso.
  • Temas tributários sensíveis, como o fim da isenção para LCI/LCA e a regulamentação do Imposto Seletivo, serão adiados para evitar turbulência em ano eleitoral.
  • A Fazenda buscará ajustar sua comunicação para enfatizar inovação e ambiente de negócios, alinhada com a visão de uma "nova cara da economia".
  • A agenda legislativa incluirá regras para reguladores financeiros, regulação econômica de 'big techs' e o debate sobre o fim dos supersalários no serviço público.
  • Durigan defende a continuidade das políticas anteriores e o aprimoramento do modelo de crédito, além de focar na agenda digital e em investimentos sustentáveis.
  • O ministro prevê uma maior inserção do Tesouro Nacional no exterior, com emissão de títulos públicos no mercado europeu este ano.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, delineou sua estratégia para a pasta, priorizando o desenvolvimento econômico e a negociação de medidas microeconômicas no Congresso. A abordagem visa adiar temas tributários mais sensíveis, como o fim da isenção para títulos de investimento (LCI e LCA), a regulamentação do Imposto Seletivo e a taxação de criptoativos, para evitar instabilidade em um ano eleitoral. Durigan também enfatizou a continuidade do trabalho de seu antecessor, Fernando Haddad, e o aprimoramento do modelo de crédito do país.

Durigan planeja ajustar a comunicação da Fazenda para focar em inovação e ambiente de negócios, buscando uma "nova cara da economia", conforme solicitado pelo presidente Lula. A agenda legislativa incluirá pautas como regras para reguladores de instituições financeiras em crise e a regulação econômica de 'big techs', além de incentivar o debate sobre o fim dos supersalários no serviço público. O ministro também destacou a agenda digital, com foco em investimentos em tecnologia e discussão sobre concorrência de plataformas e IA, e aprofundará ações do programa Eco Invest para atrair investimentos sustentáveis, prevendo ainda a emissão de títulos públicos no mercado europeu este ano.

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