Trump anuncia acordo de paz entre Estados Unidos e Irã
O pacto prevê cessar-fogo, reabertura do Estreito de Ormuz em 19 de junho e suspensão de sanções, com apoio de missão franco-britânica para garantir a segurança da rota.
Pontos principais
- O pacto estabelece cessar-fogo imediato e o fim das hostilidades militares entre as duas nações.
- A reabertura do Estreito de Ormuz ocorrerá em 19 de junho, após operações de remoção de minas.
- Uma missão militar conjunta entre França e Reino Unido está pronta para auxiliar na segurança e fluxo do Estreito.
- Os Estados Unidos concordaram em suspender sanções sobre o petróleo iraniano e remover o bloqueio naval.
- O Irã comprometeu-se a não buscar armas nucleares, iniciando negociações formais sobre o tema.
- O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o fim permanente das operações militares, incluindo no Líbano.
- A mediação das negociações foi conduzida pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
- O preço do petróleo Brent registrou queda, oscilando entre US$ 80,80 e US$ 84 por barril.
- A assinatura oficial do tratado está agendada para o dia 19 de junho, em Genebra, na Suíça.
- O acordo prevê uma extensão de 60 dias para o cessar-fogo, período destinado às negociações finais sobre o programa nuclear.
- Israel declarou formalmente que não se considera vinculado aos termos do acordo firmado entre Washington e Teerã.
- O compromisso visa reduzir as tensões geopolíticas no Golfo Pérsico e normalizar o fluxo comercial internacional.
O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciaram formalmente a conclusão de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. O pacto visa encerrar as tensões militares na região e estabilizar a economia global, estabelecendo um cessar-fogo imediato e garantindo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia. O presidente Trump confirmou que a liberação da passagem marítima ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, data que também marca a assinatura formal do tratado em Genebra, após a conclusão de operações de remoção de minas na área. Para assegurar a estabilidade da rota, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que uma missão militar conjunta entre França e Reino Unido está pronta para atuar na região, garantindo a segurança e o fluxo de tráfego marítimo.
Como parte dos termos, os Estados Unidos concordaram em remover o bloqueio naval e suspender as sanções impostas ao petróleo iraniano, medida que busca normalizar o fluxo comercial. Em contrapartida, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A notícia teve reflexo imediato nos mercados financeiros, com o petróleo Brent registrando quedas significativas, atingindo patamares entre US$ 80,80 e US$ 84 por barril. O setor de transporte marítimo de energia reagiu positivamente, projetando uma retomada rápida do tráfego de navios-tanque na região após semanas de escalada militar no Golfo Pérsico.
Embora o anúncio marque uma mudança substancial na política externa, a implementação do pacto ainda enfrenta desafios, incluindo a postura de Israel. O governo israelense declarou que não se considera vinculado aos termos do acordo firmado entre Washington e Teerã, mantendo uma posição de cautela. Trump chegou a descrever o primeiro-ministro israelense como uma figura de trato difícil durante as tratativas diplomáticas. Este movimento representa uma alteração profunda nas relações entre Washington e Teerã, sendo acompanhado de perto por observadores internacionais. O presidente Trump também destacou a postura colaborativa de líderes da Rússia e da China durante o processo de negociação.
O pacto cria uma base estruturada para futuras discussões sobre o programa nuclear do Irã, estabelecendo um cronograma formal para as negociações. O governo iraniano condicionou 60 dias de trégua e diálogo para um acordo final ao cumprimento estrito dos compromissos assumidos pelos EUA no memorando de entendimentos. Esta extensão de dois meses é vista como um passo crítico para consolidar a paz regional. Apesar do otimismo, a comunidade internacional mantém cautela quanto à sustentabilidade do compromisso a longo prazo, dada a complexidade geopolítica do Oriente Médio e a resistência de atores regionais que não participaram diretamente das negociações.
Fontes primárias
Truth Social — "The Deal with the Islamic Republic of Iran is now complete"
Em post no Truth Social em 14/06/2026 (17h29 EDT), Trump declara: "O Acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo. Parabéns a todos!" Ele autoriza a abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA: "Navios do Mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!" Em posts complementares do mesmo dia, afirma que o Estreito abrirá com a assinatura do acordo na sexta-feira e que o Irã concordou em nunca ter arma nuclear.
Post no X — Premiê do Paquistão anuncia que o acordo de paz EUA–Irã foi alcançado
Em post no X em 14/06/2026 (21h15 UTC), o premiê do Paquistão Shehbaz Sharif anuncia que, após negociações intensas, o Acordo de Paz entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã foi ALCANÇADO. Afirma que ambos os lados declararam a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Sharif agradece a EUA e Irã pelo compromisso com a solução diplomática e credita a mediação ao Catar, Arábia Saudita e Turquia; diz que reuniões de pré-implementação acontecerão durante a semana antes das conversas técnicas.
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