O pacto prevê cessar-fogo, reabertura do Estreito de Ormuz e suspensão de sanções, encerrando o conflito armado que deixou milhares de mortos e iniciando negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciaram formalmente a conclusão de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. O pacto visa encerrar as tensões militares na região e estabilizar a economia global, estabelecendo um cessar-fogo imediato e garantindo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia, em um prazo de até 30 dias. O conflito, que resultou em milhares de mortes antes da trégua, chega a um ponto de inflexão com este entendimento. Em declarações recentes, Trump enfatizou que o estreito permanecerá permanentemente livre de cobranças de pedágio, visando assegurar a estabilidade do tráfego marítimo internacional. Como parte dos termos, os Estados Unidos concordaram em remover o bloqueio naval e suspender as sanções impostas ao petróleo iraniano, medida que busca normalizar o fluxo comercial.
A notícia teve reflexo imediato nos mercados financeiros, com o petróleo Brent registrando queda de 4,8%, atingindo a marca de US$ 80,80 por barril. O setor de transporte marítimo de energia reagiu positivamente, projetando uma retomada rápida do tráfego de navios-tanque na região. Embora o anúncio marque uma mudança substancial na política externa, a implementação do pacto ainda enfrenta desafios, incluindo a incerteza sobre a reação de Israel frente aos recentes conflitos no Líbano. Trump chegou a descrever o primeiro-ministro israelense como uma figura de trato difícil durante as tratativas diplomáticas.
Este movimento diplomático representa uma alteração profunda nas relações entre Washington e Teerã, sendo acompanhado de perto por observadores internacionais. O presidente Trump também destacou a postura colaborativa de líderes da Rússia e da China durante o processo de negociação. A confirmação da data e local para a formalização do tratado na Suíça, em 19 de junho, reforça a intenção das partes em consolidar os termos acordados sob a mediação paquistanesa. Além disso, o pacto cria uma base estruturada para futuras discussões diplomáticas sobre o programa nuclear do Irã, um dos pontos centrais de preocupação global.
Apesar do otimismo demonstrado pelas autoridades envolvidas e da queda nos preços da commodity, a comunidade internacional mantém cautela quanto à sustentabilidade do compromisso a longo prazo. O complexo cenário geopolítico do Oriente Médio e as divergências regionais permanecem como variáveis críticas para a eficácia do acordo. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, classifica o entendimento como um marco fundamental para encerrar o estado de guerra com o Irã e consolidar a estabilidade na região, pavimentando o caminho para uma nova fase de diplomacia.
Em post no Truth Social em 14/06/2026 (17h29 EDT), Trump declara: "O Acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo. Parabéns a todos!" Ele autoriza a abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA: "Navios do Mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!" Em posts complementares do mesmo dia, afirma que o Estreito abrirá com a assinatura do acordo na sexta-feira e que o Irã concordou em nunca ter arma nuclear.
Em post no X em 14/06/2026 (21h15 UTC), o premiê do Paquistão Shehbaz Sharif anuncia que, após negociações intensas, o Acordo de Paz entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã foi ALCANÇADO. Afirma que ambos os lados declararam a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Sharif agradece a EUA e Irã pelo compromisso com a solução diplomática e credita a mediação ao Catar, Arábia Saudita e Turquia; diz que reuniões de pré-implementação acontecerão durante a semana antes das conversas técnicas.
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