EUA e Irã assinam memorando para encerrar operações militares
Donald Trump e Masoud Pezeshkian firmaram acordo para cessar hostilidades, com mediação do Paquistão, visando o alívio de sanções e a paz regional.
Pontos principais
- O memorando determina o fim imediato das operações militares e a suspensão de sanções econômicas americanas.
- O Irã aceitou a supervisão da AIEA e a diluição de seu estoque de urânio enriquecido.
- O acordo prevê a criação de um fundo de 300 bilhões de dólares para a reconstrução do Irã.
- O Irã poderá retornar ao mercado global de petróleo e cobrar taxas no Estreito de Ormuz após 60 dias.
- O pacto foi assinado com a mediação do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
- Aliados de Trump no Partido Republicano criticaram os termos, alegando que o governo cedeu excessivamente ao Irã.
- A resistência de Israel em retirar tropas do Líbano e as incertezas sobre o Estreito de Ormuz geram ceticismo entre analistas.
- Pesquisa da NPR indica que a aprovação do presidente Donald Trump atingiu o patamar mais baixo desde o início do mandato.
O presidente Donald Trump e o líder iraniano Masoud Pezeshkian formalizaram um memorando de entendimento, com mediação do primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, para encerrar as operações militares iniciadas em fevereiro. O documento, assinado em formatos digital e físico, estabelece um período de 60 dias para a negociação de um tratado definitivo, focando na regulação do programa nuclear iraniano, na diluição dos estoques de urânio e na normalização do tráfego marítimo. Como contrapartida, os Estados Unidos encerrarão o bloqueio naval e as sanções econômicas, viabilizando a liberação de ativos e um fundo de 300 bilhões de dólares para a recuperação do Irã, condicionado ao avanço das tratativas. A reabertura do Estreito de Ormuz foi confirmada, permitindo que Teerã retome a exportação de petróleo e a cobrança de taxas de embarcações após o período de transição.
Apesar do avanço diplomático, o acordo enfrenta forte resistência política dentro dos Estados Unidos. Aliados de Trump no Partido Republicano manifestaram descontentamento, argumentando que a administração cedeu excessivamente às demandas iranianas. Além das críticas internas, o pacto inclui cláusulas sobre a integridade territorial do Líbano que permanecem sensíveis, enfrentando oposição de Israel, que mantém tropas no sul do território libanês. Analistas internacionais expressam ceticismo sobre a durabilidade do compromisso, apontando que a postura de aliados regionais e as incertezas logísticas representam pontos críticos para a segurança energética global.
Paralelamente, o governo Trump enfrenta um cenário de instabilidade política interna. Dados recentes de uma pesquisa da NPR apontam que a taxa de aprovação do presidente atingiu níveis recordes de baixa. A convergência entre a complexa negociação internacional, a dissidência dentro de sua própria base partidária e o desgaste da popularidade do mandatário coloca o acordo sob intenso escrutínio. Observadores permanecem atentos a como o governo equilibrará as exigências do tratado com a crescente pressão política doméstica e as tensões geopolíticas persistentes no Oriente Médio.
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