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EUA e Irã assinam memorando para encerrar operações militares

Donald Trump e Masoud Pezeshkian firmaram acordo para cessar hostilidades, com mediação do Paquistão, visando o alívio de sanções e a paz regional.

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Foto: G1 Mundo
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18/06 às 00:45 · atualizado 10:35

Pontos principais

  • O memorando determina o fim imediato das operações militares e a suspensão de sanções econômicas americanas.
  • O Irã aceitou a supervisão da AIEA e a diluição de seu estoque de urânio enriquecido.
  • O acordo prevê a criação de um fundo de 300 bilhões de dólares para a reconstrução do Irã.
  • O Irã poderá retornar ao mercado global de petróleo e cobrar taxas no Estreito de Ormuz após 60 dias.
  • O pacto foi assinado com a mediação do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
  • Aliados de Trump no Partido Republicano criticaram os termos, alegando que o governo cedeu excessivamente ao Irã.
  • A resistência de Israel em retirar tropas do Líbano e as incertezas sobre o Estreito de Ormuz geram ceticismo entre analistas.
  • Pesquisa da NPR indica que a aprovação do presidente Donald Trump atingiu o patamar mais baixo desde o início do mandato.

O presidente Donald Trump e o líder iraniano Masoud Pezeshkian formalizaram um memorando de entendimento, com mediação do primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, para encerrar as operações militares iniciadas em fevereiro. O documento, assinado em formatos digital e físico, estabelece um período de 60 dias para a negociação de um tratado definitivo, focando na regulação do programa nuclear iraniano, na diluição dos estoques de urânio e na normalização do tráfego marítimo. Como contrapartida, os Estados Unidos encerrarão o bloqueio naval e as sanções econômicas, viabilizando a liberação de ativos e um fundo de 300 bilhões de dólares para a recuperação do Irã, condicionado ao avanço das tratativas. A reabertura do Estreito de Ormuz foi confirmada, permitindo que Teerã retome a exportação de petróleo e a cobrança de taxas de embarcações após o período de transição.

Apesar do avanço diplomático, o acordo enfrenta forte resistência política dentro dos Estados Unidos. Aliados de Trump no Partido Republicano manifestaram descontentamento, argumentando que a administração cedeu excessivamente às demandas iranianas. Além das críticas internas, o pacto inclui cláusulas sobre a integridade territorial do Líbano que permanecem sensíveis, enfrentando oposição de Israel, que mantém tropas no sul do território libanês. Analistas internacionais expressam ceticismo sobre a durabilidade do compromisso, apontando que a postura de aliados regionais e as incertezas logísticas representam pontos críticos para a segurança energética global.

Paralelamente, o governo Trump enfrenta um cenário de instabilidade política interna. Dados recentes de uma pesquisa da NPR apontam que a taxa de aprovação do presidente atingiu níveis recordes de baixa. A convergência entre a complexa negociação internacional, a dissidência dentro de sua própria base partidária e o desgaste da popularidade do mandatário coloca o acordo sob intenso escrutínio. Observadores permanecem atentos a como o governo equilibrará as exigências do tratado com a crescente pressão política doméstica e as tensões geopolíticas persistentes no Oriente Médio.

Fonte primária

EUA / Irã (texto oficial; release dos EUA ditado a jornalistas, publicado pelo Irã via IRNA/Tasnim)

Islamabad Memorandum of Understanding between the United States of America and the Islamic Republic of Iran (texto integral, 14 pontos)

Memorando de Entendimento bilateral assinado eletronicamente em 17 de junho de 2026 por Donald Trump (EUA) e Masoud Pezeshkian (Irã). O próprio documento declara, ponto a ponto: (1) cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, e compromisso de não iniciar guerra ou usar força um contra o outro; (2) respeito mútuo à soberania e não interferência em assuntos internos; (3) negociação de um acordo final em no máximo 60 dias, prorrogável por consenso; (4) os EUA começam a retirar o bloqueio naval imediatamente e o encerram em 30 dias, retirando forças do entorno após o acordo final; (5) o Irã garante passagem segura e gratuita de navios comerciais por 60 dias entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, com desminagem em 30 dias; (6) os EUA, com parceiros regionais, desenvolvem plano de no mínimo US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã; (7) os EUA encerram todas as sanções (resoluções do CSNU e sanções unilaterais primárias e secundárias) em cronograma acordado; (8) o Irã reafirma que não vai obter ou desenvolver armas nucleares, com destinação do material enriquecido sob mecanismo supervisionado pela AIEA; (9) manutenção do status quo do programa nuclear até o acordo final, sem novas sanções nem reforço militar regional dos EUA; (10) o Tesouro dos EUA emite waivers para exportação de petróleo cru e derivados iranianos; (11) liberação plena dos ativos iranianos congelados; (12) criação de mecanismo executivo para monitorar implementação e cumprimento; (13) sequência: negociação dos demais pontos começa após implementação dos pontos 1, 4, 5, 10 e 11; (14) o acordo final será endossado por resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU. Mediação atribuída ao Paquistão, com Catar, Arábia Saudita e Turquia. Assinatura formal prevista para sexta-feira na Suíça.

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