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Irã descarta negociações com EUA após ataques de Israel em Beirute

Teerã suspendeu tratativas com Washington, citando a ineficácia americana em conter ataques de Israel que deixaram três mortos no Líbano.

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Foto: SCMP - World
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14/06 às 12:45 · atualizado 14:02

Pontos principais

  • O negociador Mohammad Bagher Ghalibaf classificou as negociações como inúteis, alegando falha dos EUA em conter as ações de Israel.
  • Ataques aéreos israelenses no subúrbio de Dahieh, em Beirute, resultaram em três mortes confirmadas pela Defesa Civil libanesa.
  • O presidente Donald Trump criticou a operação militar, afirmando que o ataque não deveria ter ocorrido.
  • Comandantes iranianos prometeram retaliação, enquanto a escalada ameaça a assinatura de um acordo de paz prevista para este domingo.
  • O impasse coloca em risco a liberação de US$ 25 bilhões em ativos iranianos e pressiona o mercado global de energia.

O chefe negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou a interrupção das negociações de paz com os Estados Unidos, argumentando que a recente ofensiva militar de Israel em Beirute invalida a mediação americana. O governo iraniano sustenta que Washington carece de vontade política ou capacidade para conter as ações israelenses, que resultaram na morte de três pessoas nos subúrbios da capital libanesa. A postura de Teerã coloca em xeque a viabilidade de um acordo preliminar, que previa a liberação de US$ 25 bilhões em ativos congelados em troca de restrições ao programa nuclear iraniano, cuja assinatura estava programada para este domingo.

Em meio à crise, o presidente Donald Trump manifestou desaprovação sobre a ação militar, declarando que o ataque não deveria ter ocorrido. Apesar da crítica americana, comandantes iranianos prometeram que a ofensiva em Beirute não ficará sem resposta, elevando o risco de um conflito mais amplo. A ruptura das tratativas diplomáticas intensifica a incerteza regional e gera preocupações globais sobre o fornecimento de energia, especialmente diante da possibilidade de bloqueio ao Estreito de Ormuz caso a tensão entre as nações continue a escalar.

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