Comunidades quilombolas enfrentam crises climáticas e insegurança fundiária que comprometem a produção agrícola e a sobrevivência de seus territórios.
Durante o encontro nacional de mulheres quilombolas realizado no Distrito Federal, lideranças destacaram a urgência da justiça climática para a preservação de seus modos de vida. As comunidades relatam que eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas, têm devastado o cultivo de alimentos tradicionais, essenciais para a segurança alimentar e a economia local. O cenário de vulnerabilidade é agravado pela ausência de titulação definitiva dos territórios, o que fragiliza a proteção das terras contra invasões e a expansão do agronegócio. Como guardiãs dos biomas, as mulheres quilombolas têm liderado estratégias de resistência, documentadas na obra 'Vozes quilombolas: mulheres em defesa do clima', que denuncia os impactos de grandes empreendimentos e reivindica políticas públicas eficazes para garantir a permanência e a sustentabilidade dessas populações em seus territórios ancestrais.
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