Comunidades tradicionais defendem saberes ancestrais contra crise climática
Representantes de povos tradicionais destacam em evento no Espírito Santo que práticas ancestrais são tecnologias eficazes para a resiliência ambiental.
Pontos principais
- O painel ocorreu durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz (ES).
- Comunidades apontam que conhecimentos tradicionais funcionam como tecnologias sociais de preservação.
- A Aldeia Tupinikim de Comboios apresentou projetos de reflorestamento e manejo de manguezais.
- Especialistas pedem maior financiamento e institucionalização desses saberes em políticas públicas.
- A região de Comboios segue lidando com os impactos ambientais do rompimento da barragem de Mariana.
Durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), representantes de comunidades tradicionais brasileiras defenderam a integração de saberes ancestrais como estratégia central para o enfrentamento da crise climática. O debate destacou que práticas tradicionais atuam como tecnologias sociais de resiliência, capazes de mitigar danos ambientais e promover a biodiversidade. Como exemplo prático, a Aldeia Tupinikim de Comboios apresentou iniciativas de reflorestamento e conservação de manguezais, mesmo diante dos desafios persistentes causados pelo rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015. Especialistas presentes no evento enfatizaram que, para que essas soluções tenham escala, é fundamental que o Estado garanta maior financiamento e a institucionalização desses conhecimentos dentro das políticas públicas ambientais do país, reconhecendo o papel dessas populações na preservação dos ecossistemas.
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