Uma pesquisa do Instituto Sumaúma revela que comunidades quilombolas utilizam práticas culturais e comunicacionais para preservar sua memória e lutar por direitos, alinhando-se a pautas de justiça climática, racial e territorial.
Um estudo recente do Instituto Sumaúma aponta que as comunidades quilombolas no Brasil estão intrinsecamente alinhadas às agendas de justiça climática, racial e territorial. A pesquisa, que mapeou diversas entidades quilombolas, destaca como essas comunidades empregam suas práticas culturais e comunicacionais para preservar a memória coletiva e lutar por seus direitos fundamentais. Juliane Sousa, pesquisadora quilombola, ressalta a importância do estudo para reconhecer as ações culturais e comunicacionais dessas comunidades, além de auxiliar no acesso a editais e financiamentos.
O levantamento consultou 53 agentes de comunicação e 8 lideranças quilombolas, observando a produção de conteúdos que abordam temas como racismo, políticas públicas, educação, problemas ambientais e demarcação territorial. Apesar do engajamento, as comunidades enfrentam desafios significativos, como a falta de acesso à internet, limitações financeiras e a ausência de incentivo por parte de financiadores, o que impacta a produção de conteúdo digital. A carência de dados oficiais sobre a população quilombola, evidenciada pelo primeiro Censo do IBGE em 2022 a incluir essa categoria, contribui para a privação de direitos básicos. Para aumentar a visibilidade e facilitar o contato com esses comunicadores e agentes culturais, o Instituto Sumaúma criou um mapa interativo.
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