O tombamento de bens materiais e imateriais, como o da comunidade quilombola Tia Eva em Campo Grande (MS), é crucial para a proteção e visibilidade das comunidades quilombolas no Brasil, conforme destacado pelo Iphan.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem utilizado o tombamento de bens materiais e imateriais como uma estratégia fundamental para a proteção e visibilidade das comunidades quilombolas no Brasil. Um exemplo notável é a comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS), que se tornou o primeiro quilombo do país a ter seus bens reconhecidos e tombados pelo Iphan. Este processo é visto como uma ferramenta essencial para salvaguardar essas comunidades contra a especulação imobiliária e para fortalecer sua luta por reconhecimento e preservação cultural.
A Constituição de 1988 já previa o tombamento de sítios e documentos de antigos quilombos, e o Iphan tem intensificado esses processos, priorizando quilombos já certificados pela Fundação Palmares. Atualmente, 23 quilombos estão em fase de documentação para tombamento e outros 15 casos estão sob análise do Incra. O Iphan também defende a participação popular na defesa do patrimônio e investiu significativamente nos últimos três anos, destinando R$ 44 milhões para patrimônios imateriais e R$ 69 milhões para bens materiais, resultando no tombamento de 24 bens materiais e no registro de 13 bens imateriais.
17 mar, 11:03
13 mar, 09:02
11 mar, 16:04
9 mar, 17:02
6 mar, 09:02