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Crianças quilombolas de Goiás enfrentam escuridão para ir à escola

Crianças da comunidade quilombola Antinha de Baixo, em Goiás, caminham no escuro para a escola enquanto a comunidade luta por demarcação de terras e serviços básicos.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/03 às 12:02

Pontos principais

  • Crianças da comunidade quilombola Antinha de Baixo (GO) percorrem quase 2 km no escuro para pegar transporte escolar.
  • A comunidade, certificada por autorreconhecimento, busca a demarcação e titulação de seu território após disputas judiciais.
  • Moradores enfrentam a falta de infraestrutura, incluindo iluminação pública, transporte adequado e acesso a serviços de saúde.
  • A associação local reivindica creche, escola, posto de saúde, iluminação, estradas e incentivo à agricultura familiar.
  • Problemas ambientais, como o secamento de rios e a perda de vegetação nativa por agrotóxicos, também afetam a comunidade.

Crianças da comunidade quilombola Antinha de Baixo, localizada em Goiás, enfrentam diariamente uma jornada de quase dois quilômetros no escuro para conseguir acesso ao transporte escolar. A situação reflete a precariedade da infraestrutura na região, onde a falta de iluminação pública e transporte adequado para todos os turnos escolares são desafios constantes. A comunidade, que já possui certificado de autorreconhecimento, está em uma batalha judicial pela demarcação e titulação de suas terras, enfrentando disputas com fazendeiros e grileiros.

Além das dificuldades no acesso à educação, os moradores de Antinha de Baixo lidam com a ausência de serviços básicos como saúde e saneamento. A associação de famílias local, liderada por Willianderson Moreira, tem se mobilizado para reivindicar a construção de uma creche, escola, posto de saúde, melhorias nas estradas e incentivo à agricultura familiar. A comunidade também sofre com problemas ambientais, como o secamento de rios e a perda de vegetação nativa devido ao uso de agrotóxicos, impactando diretamente a qualidade de vida e a sustentabilidade local.

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