Líder da facção Tren de Aragua morre em operação conjunta na Venezuela
O governo dos EUA confirmou a morte de Niño Guerrero, líder da Tren de Aragua, em uma operação aérea que reforça o combate ao narcoterrorismo na América Latina.
Pontos principais
- A operação foi executada pelo Comando Sul dos EUA em colaboração com autoridades venezuelanas no estado de Bolívar.
- O ataque aéreo visou especificamente o líder da organização, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o 'Niño Guerrero'.
- O governo dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à captura do criminoso.
- A Tren de Aragua é classificada como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado dos EUA desde janeiro de 2025.
- Fundada em 2014, a facção expandiu suas operações criminosas por toda a América Latina sob o comando de Guerrero.
- Guerrero controlava o presídio de Tocorón, onde mantinha infraestrutura de luxo e um zoológico privado.
- A ação marca uma intervenção direta dos EUA em território venezuelano contra redes criminosas transnacionais.
O presidente Donald Trump confirmou a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder da facção criminosa Tren de Aragua. A operação, realizada no estado de Bolívar, na Venezuela, foi conduzida por meio de um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos em colaboração com autoridades locais. O governo venezuelano confirmou a neutralização após a ofensiva, destacando que a ação contou com apoio tecnológico e troca de informações de inteligência entre os dois países. Guerrero, que tinha 42 anos, era um dos alvos prioritários do Departamento de Estado americano, que oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura, além de enfrentar acusações criminais em Nova York.
O criminoso ganhou notoriedade por controlar o presídio de Tocorón, onde operava uma estrutura de luxo e um zoológico, mantendo um estilo de vida extravagante mesmo enquanto estava encarcerado. A neutralização de Guerrero é vista pelo governo americano como uma mensagem clara contra o narcoterrorismo no hemisfério. O presidente Trump classificou a ação como rápida e letal, reforçando o compromisso de Washington em desmantelar redes criminosas que ameaçam a estabilidade regional através de uma postura mais agressiva no combate ao narcotráfico internacional.
Autoridades do Pentágono reforçaram que o evento serve como um alerta contundente para a segurança na América Latina, dado que a facção, fundada em 2014, expandiu suas operações criminosas por diversos países da região. A classificação da Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira, formalizada em janeiro de 2025, consolida a estratégia de Washington de intervir diretamente contra ameaças transnacionais. Esta política de segurança externa, que também incluiu a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, marca uma nova fase na atuação militar dos Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Fontes primárias
Anúncio de Donald J. Trump sobre o ataque que matou Niño Guerrero
Em postagem no Truth Social na noite de 12 de junho de 2026, Trump anuncia: "At my direction, the United States Southern Command delivered a swift and lethal kinetic strike to successfully execute Niño Guerrero, the infamous leader of Tren De Aragua, one of the most bloodthirsty Terrorist Organizations on Planet Earth." Afirma que o ataque foi coordenado de perto com a Venezuela ("coordinated closely with our friends in Venezuela, with whom we are working very well") e acrescenta: "Tren de Aragua terrorists no longer have safe haven in Venezuela or anywhere else." A postagem inclui vídeo de um projétil atingindo uma edificação que é consumida por uma explosão. A versão dos EUA descreve a ação como um ataque cinético (aéreo), não uma operação terrestre.
Comunicado Oficial — Operación combinada Venezuela-EEUU neutraliza a alias "Niño Guerrero"
Comunicado oficial do governo venezuelano, publicado em 12 de junho de 2026, sobre operação combinada contra estruturas de crime organizado no sudeste do estado Bolívar. O governo afirma que organismos de segurança da Venezuela atuaram em conjunto com autoridades dos EUA, com apoio tecnológico especializado, mediante "mecanismos de cooperación e intercambio de información de inteligencia entre las autoridades de ambos países". Segundo o comunicado, durante a operação ocorreram confrontos ("enfrentamientos") com membros dessas estruturas criminosas, nos quais foi neutralizado Héctor Rusthenford Guerrero Flores, alias "Niño Guerrero", líder de organização criminosa. A versão venezuelana descreve uma operação no terreno com confrontos, divergindo do relato de ataque aéreo feito por Trump.
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