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Líder da facção Tren de Aragua morre em operação conjunta na Venezuela

O governo dos EUA confirmou a morte de Niño Guerrero, líder da Tren de Aragua, em uma operação aérea que reforça o combate ao narcoterrorismo na América Latina.

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Foto: SCMP - World
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13/06 às 11:01 · atualizado 20:31

Pontos principais

  • A operação foi executada pelo Comando Sul dos EUA em colaboração com autoridades venezuelanas no estado de Bolívar.
  • O ataque aéreo visou especificamente o líder da organização, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o 'Niño Guerrero'.
  • O governo dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à captura do criminoso.
  • A Tren de Aragua é classificada como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado dos EUA desde janeiro de 2025.
  • Fundada em 2014, a facção expandiu suas operações criminosas por toda a América Latina sob o comando de Guerrero.
  • Guerrero controlava o presídio de Tocorón, onde mantinha infraestrutura de luxo e um zoológico privado.
  • A ação marca uma intervenção direta dos EUA em território venezuelano contra redes criminosas transnacionais.

O presidente Donald Trump confirmou a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder da facção criminosa Tren de Aragua. A operação, realizada no estado de Bolívar, na Venezuela, foi conduzida por meio de um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos em colaboração com autoridades locais. O governo venezuelano confirmou a neutralização após a ofensiva, destacando que a ação contou com apoio tecnológico e troca de informações de inteligência entre os dois países. Guerrero, que tinha 42 anos, era um dos alvos prioritários do Departamento de Estado americano, que oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura, além de enfrentar acusações criminais em Nova York.

O criminoso ganhou notoriedade por controlar o presídio de Tocorón, onde operava uma estrutura de luxo e um zoológico, mantendo um estilo de vida extravagante mesmo enquanto estava encarcerado. A neutralização de Guerrero é vista pelo governo americano como uma mensagem clara contra o narcoterrorismo no hemisfério. O presidente Trump classificou a ação como rápida e letal, reforçando o compromisso de Washington em desmantelar redes criminosas que ameaçam a estabilidade regional através de uma postura mais agressiva no combate ao narcotráfico internacional.

Autoridades do Pentágono reforçaram que o evento serve como um alerta contundente para a segurança na América Latina, dado que a facção, fundada em 2014, expandiu suas operações criminosas por diversos países da região. A classificação da Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira, formalizada em janeiro de 2025, consolida a estratégia de Washington de intervir diretamente contra ameaças transnacionais. Esta política de segurança externa, que também incluiu a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, marca uma nova fase na atuação militar dos Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Fontes primárias

Donald J. Trump (Truth Social)

Anúncio de Donald J. Trump sobre o ataque que matou Niño Guerrero

Em postagem no Truth Social na noite de 12 de junho de 2026, Trump anuncia: "At my direction, the United States Southern Command delivered a swift and lethal kinetic strike to successfully execute Niño Guerrero, the infamous leader of Tren De Aragua, one of the most bloodthirsty Terrorist Organizations on Planet Earth." Afirma que o ataque foi coordenado de perto com a Venezuela ("coordinated closely with our friends in Venezuela, with whom we are working very well") e acrescenta: "Tren de Aragua terrorists no longer have safe haven in Venezuela or anywhere else." A postagem inclui vídeo de um projétil atingindo uma edificação que é consumida por uma explosão. A versão dos EUA descreve a ação como um ataque cinético (aéreo), não uma operação terrestre.

Gobierno de Venezuela (MIPPCI)

Comunicado Oficial — Operación combinada Venezuela-EEUU neutraliza a alias "Niño Guerrero"

Comunicado oficial do governo venezuelano, publicado em 12 de junho de 2026, sobre operação combinada contra estruturas de crime organizado no sudeste do estado Bolívar. O governo afirma que organismos de segurança da Venezuela atuaram em conjunto com autoridades dos EUA, com apoio tecnológico especializado, mediante "mecanismos de cooperación e intercambio de información de inteligencia entre las autoridades de ambos países". Segundo o comunicado, durante a operação ocorreram confrontos ("enfrentamientos") com membros dessas estruturas criminosas, nos quais foi neutralizado Héctor Rusthenford Guerrero Flores, alias "Niño Guerrero", líder de organização criminosa. A versão venezuelana descreve uma operação no terreno com confrontos, divergindo do relato de ataque aéreo feito por Trump.

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