Preço do ouro e do cobre sobem com sinalização de acordo entre EUA e Irã
O otimismo com um possível acordo de paz entre EUA e Irã impulsiona o ouro e reduz o petróleo, embora Teerã negue que qualquer termo tenha sido finalizado.
Pontos principais
- O ouro registra o maior ganho diário desde março como ativo de refúgio.
- O cobre recuperou-se de uma mínima de três semanas após declarações de Donald Trump.
- O presidente dos EUA indicou que um acordo de paz com o Irã pode ser assinado no próximo fim de semana.
- Trump afirmou ter cancelado novas operações militares contra o Irã para priorizar a diplomacia.
- Autoridades do Ministério das Relações Exteriores do Irã contradisseram a fala de Trump, afirmando que nada foi finalizado.
- Títulos de dívida europeus sobem e preços do petróleo recuam com a expectativa de maior estabilidade geopolítica.
- A região do Oriente Médio permanece em estado de calma tensa enquanto as negociações são monitoradas.
O mercado financeiro reagiu com otimismo às declarações do presidente Donald Trump sobre a iminência de um acordo de paz com o Irã. O ouro, tradicional ativo de refúgio, sustenta ganhos expressivos, enquanto o cobre recuperou-se de sua cotação mais baixa desde meados de maio. A expectativa de uma resolução diplomática no próximo fim de semana tem sido o principal motor das movimentações, uma vez que o conflito vinha gerando volatilidade e pressões inflacionárias globais. Investidores seguem ajustando suas posições, reagindo à possibilidade de estabilização das relações internacionais, o que reduz o prêmio de risco sobre commodities essenciais.
Apesar do tom positivo vindo de Washington, o cenário permanece incerto. O presidente Trump declarou ter suspendido novas operações militares contra o Irã, mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou que qualquer termo tenha sido finalizado, mantendo a região em um estado de calma tensa. Analistas apontam que a perspectiva de estabilização no fornecimento de energia, decorrente da redução das tensões no Oriente Médio, é um fator determinante para o atual comportamento dos ativos financeiros, refletindo um alívio generalizado quanto aos riscos geopolíticos que pressionavam a economia internacional sob a atual administração americana.
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