O presidente Donald Trump confirmou um acordo com o Irã, resultando no cancelamento de ataques militares e queda nos preços globais do petróleo e do ouro.
O presidente Donald Trump anunciou a finalização de um acordo diplomático com o Irã, medida que resultou no cancelamento imediato de ataques militares que estavam programados para a noite de quinta-feira. Segundo o mandatário, o governo iraniano aceitou os termos propostos para encerrar o conflito iniciado em fevereiro, quando uma coalizão formada pelos Estados Unidos e Israel iniciou operações na região. O anúncio sinaliza uma mudança na postura militar americana no Oriente Médio, priorizando a via diplomática. O pacto inclui um cessar-fogo de 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O mercado financeiro reagiu prontamente ao anúncio de desescalada. Além da queda superior a 3% nos preços do petróleo WTI e Brent, o mercado de metais preciosos também sentiu o impacto. O ouro encerrou o dia em queda de 0,50%, cotado a US$ 4.114,0 por onça-troy na Comex. Analistas da TD Securities alertam, contudo, que o metal precioso ainda enfrenta pressão devido à inflação impulsionada pelos preços de energia, com risco de perder patamares importantes caso caia abaixo de US$ 4 mil.
Embora o governo americano apresente o cenário como uma vitória diplomática, especialistas como Jonathan Panikoff apontam que a reversão da decisão militar pode estar ligada a pontos de negociação ainda não consolidados com o lado iraniano. A medida reflete a volatilidade na política externa do governo Trump, com analistas avaliando que qualquer acordo duradouro seria fruto de semanas de tratativas, e não apenas de mudanças repentinas de narrativa. Mediadores do Catar desempenharam um papel fundamental nas tratativas, trabalhando com autoridades iranianas para resolver impasses técnicos sobre ativos congelados. O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ainda precisa fornecer a aprovação final para o texto, mantendo o cenário em expectativa enquanto o governo americano mantém o bloqueio naval como ferramenta de pressão.
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