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Inflação oficial atinge 0,58% em maio e supera teto da meta

O IPCA de 0,58% em maio superou o teto da meta, acumulando 4,72% em 12 meses e gerando divergências no mercado sobre a próxima decisão da taxa Selic.

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Foto: Bloomberg - Economics
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12/06 às 09:45 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • O IPCA de maio fechou em 0,58%, superando o teto da meta inflacionária e acumulando 4,72% em 12 meses.
  • O INPC, índice que baliza reajustes salariais, registrou alta de 0,65% no mês e 4,42% no acumulado anual.
  • A pressão sobre os preços foi impulsionada principalmente pelos grupos de alimentação e energia.
  • Economistas divergem sobre a próxima decisão do Copom entre um corte residual de 0,25 p.p. ou uma pausa na taxa Selic.
  • A queda nos preços dos combustíveis e a desaceleração de núcleos de inflação são monitorados como fatores de alívio.
  • Negociações globais sobre o preço do petróleo no Oriente Médio são observadas como possível influência futura nos índices brasileiros.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio de 2026, consolidando-se como o maior resultado para o mês desde 2021 e rompendo o teto da meta inflacionária. Com o acumulado de 4,72% em 12 meses, o cenário impõe um desafio direto às autoridades monetárias. Paralelamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 0,65% no mesmo período, refletindo a pressão persistente sobre o custo de vida das famílias, puxada principalmente pelos grupos de alimentação e energia.

A aceleração dos índices gerou divergências no mercado financeiro quanto à condução da política monetária. Enquanto parte dos analistas defende uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic para garantir a credibilidade do Banco Central, outros ainda projetam um ajuste residual de 0,25 p.p., baseando-se na melhora observada no setor de serviços e na desaceleração de núcleos de inflação. O comportamento dos preços dos combustíveis e as negociações internacionais envolvendo o petróleo no Oriente Médio permanecem como variáveis monitoradas, podendo oferecer alívio ou novas pressões aos indicadores nos próximos meses.

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