O IPCA-15 registrou alta de 0,20% em janeiro de 2026, desacelerando mensalmente, mas a taxa em 12 meses subiu para 4,50%, aproximando-se do teto da meta de inflação às vésperas da decisão do Banco Central sobre a Selic.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,20% em janeiro de 2026, indicando uma desaceleração em comparação com o mês anterior. No entanto, a taxa acumulada nos últimos 12 meses alcançou 4,50%, um aumento em relação aos 4,41% de dezembro e atingindo o teto da meta de inflação estabelecida. Os dados ficaram em linha com as expectativas do mercado, que projetava 0,21% para o mês e 4,51% para o acumulado em 12 meses.
Essa divulgação ocorre um dia antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidirá sobre a taxa Selic. A expectativa é de manutenção da taxa básica de juros, com o mercado atento a possíveis sinalizações para futuros cortes, que especialistas preveem para março, com uma redução de 0,50 ponto percentual. A inflação de janeiro foi influenciada pela queda nos preços de Habitação e Transportes, especialmente energia elétrica residencial (-2,91%) e passagens aéreas (-8,92%), que ajudaram a compensar a pressão de Alimentos e Saúde e Cuidados Pessoais, com destaque para a alta de tomate (16,28%) e batata-inglesa (12,74%).