Enquanto alunos da USP encerram greve de 54 dias, estudantes da Unicamp e Unesp seguem mobilizados por melhores condições e contratações docentes.
O cenário das universidades estaduais paulistas segue dividido após o encerramento da greve na USP, que durou 54 dias. Enquanto a instituição paulistana retoma suas atividades, estudantes da Unicamp e da Unesp decidiram manter a paralisação em busca de pautas específicas. Na Unicamp, a ocupação da administração pressiona a reitoria por investimentos em moradia estudantil e ampliação do corpo docente. Paralelamente, na Unesp, o movimento contesta a suspensão de concursos, com o sindicato Adunesp argumentando que há viabilidade orçamentária para novas contratações em 2026. A tensão entre o corpo discente e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) foi evidenciada por protestos organizados pelo Fórum das Seis, que busca mediar as demandas por permanência estudantil e valorização acadêmica frente às restrições orçamentárias impostas pelas gestões universitárias.
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