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Copa do Mundo de 2026 enfrenta tensões diplomáticas e baixa demanda

Apesar de projeções de receita recorde de US$ 13 bilhões, a Copa de 2026 enfrenta desafios com políticas migratórias, altos custos e demanda moderada.

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Foto: InfoMoney
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11/06 às 08:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Fifa projeta receita recorde de US$ 13 bilhões para o ciclo 2023-2026, impulsionada pela expansão para 48 seleções.
  • Delegações e árbitros enfrentam restrições severas de visto e interrogatórios rigorosos na imigração americana.
  • Reservas de voos da Europa para cidades-sede caíram 3,8% em média, enquanto hotéis reduzem tarifas para atrair público.
  • A receita de bilheteria e hospitalidade VIP deve atingir US$ 3 bilhões, seis vezes mais que na edição do Catar.
  • O custo elevado dos ingressos, com a final chegando a 8 mil dólares, é apontado como um dos principais desincentivos ao público.
  • A seleção do Irã estabeleceu base em Tijuana, no México, para contornar dificuldades de entrada nos Estados Unidos.
  • A Fifa distribuirá US$ 871 milhões em premiações e destinará US$ 2,25 bilhões para o desenvolvimento do futebol global.

A Copa do Mundo de 2026, sediada pelos Estados Unidos, vive um cenário de contrastes entre o sucesso financeiro projetado pela Fifa e desafios logísticos e diplomáticos. Com a expansão para 48 seleções e a realização de 104 jogos, a entidade espera atingir uma receita recorde de US$ 13 bilhões para o ciclo 2023-2026. A bilheteria e a hospitalidade VIP são pilares dessa estratégia, com previsão de arrecadação de US$ 3 bilhões, valor seis vezes superior ao registrado no Catar. Parte desses recursos será destinada a premiações e ao fomento do futebol global, reforçando o objetivo da Fifa de consolidar o torneio como o maior da história.

Contudo, a viabilidade do evento enfrenta obstáculos significativos. As rígidas políticas migratórias do governo Trump têm gerado impasses para delegações e torcedores. O caso da seleção iraniana, que optou por treinar em Tijuana para evitar problemas de entrada, ilustra a complexidade diplomática que a Fifa tenta mediar. Paralelamente, o setor de turismo registra demanda moderada, com queda de 3,8% nas reservas de voos europeus e hotéis reduzindo tarifas para tentar conter perdas de receita que podem chegar a 60%.

O custo elevado dos ingressos, com valores que atingem 8 mil dólares para a final, é apontado por analistas como um desincentivo que, somado às exigências burocráticas e incertezas políticas, cria uma barreira para o público internacional. Enquanto o mercado de aluguéis de temporada apresenta desempenho superior à hotelaria tradicional, o evento se consolida como um teste complexo para a diplomacia esportiva. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, mantém o foco na expansão do torneio, mesmo sob críticas crescentes quanto à acessibilidade financeira e ao uso do evento como plataforma política.

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