Investidores estrangeiros retiraram R$ 13,3 bilhões da bolsa brasileira em maio de 2026, criando pontos de entrada atrativos para o mercado interno.
O mercado de ações brasileiro registrou em maio de 2026 uma saída recorde de R$ 13,3 bilhões em capital estrangeiro, a maior fuga mensal observada nos últimos quatro anos. O movimento, impulsionado por tensões geopolíticas e pela política de juros do Federal Reserve, pressionou o Ibovespa para patamares próximos aos 170 mil pontos. Embora o recuo tenha tornado os indicadores de preço sobre lucro (P/L) mais atrativos, o investidor local mantém uma postura cautelosa, ainda impactado pelos juros elevados no Brasil e pela volatilidade macroeconômica. Especialistas apontam que a reversão desse cenário exige uma narrativa de crescimento mais sólida e maior previsibilidade fiscal. Enquanto o capital estrangeiro não demonstra um retorno consistente, o mercado local avalia se a atual janela de oportunidade compensa os riscos persistentes do cenário doméstico e eleitoral.
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