Parlamentares pedem regras ambientais para data centers de IA
Especialistas e deputados defendem marco legal para controlar o alto consumo de água e energia por centros de processamento de dados no Brasil.
Pontos principais
- Falta de legislação específica dificulta o licenciamento ambiental de data centers no país.
- Críticos apontam que relatórios atuais subestimam o real impacto desses empreendimentos no consumo de recursos.
- Projetos no Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais geram preocupações sobre segurança hídrica e energética.
- Frente Parlamentar Ambientalista denuncia falta de transparência e uso de acordos de confidencialidade pelas empresas.
Durante seminário na Câmara dos Deputados, parlamentares e especialistas cobraram a criação de um marco legal rigoroso para a instalação de data centers voltados à inteligência artificial no Brasil. O debate central gira em torno da infraestrutura necessária para suportar a demanda computacional, que exige volumes expressivos de energia e água. Segundo os participantes, os relatórios de licenciamento atuais são simplificados e não refletem adequadamente os riscos aos recursos naturais locais, citando casos preocupantes em estados como Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A Frente Parlamentar Ambientalista criticou a falta de transparência das empresas do setor, que frequentemente impõem cláusulas de confidencialidade em seus projetos. A demanda por uma regulação mais clara visa mitigar os impactos ambientais a longo prazo, garantindo que a expansão da infraestrutura tecnológica ocorra de forma sustentável e com maior controle público sobre o uso de insumos essenciais.
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