Especialistas defendem contrapartidas para instalação de data centers
Pesquisadores alertam para a necessidade de critérios socioambientais rigorosos na expansão da infraestrutura de data centers no Brasil.
Pontos principais
- O alto consumo de energia e água por data centers de inteligência artificial preocupa especialistas.
- Pesquisadores temem que o Brasil repita modelos de exploração de recursos sem benefícios nacionais.
- O debate na SBPC destacou o risco do chamado colonialismo digital no Sul Global.
- Defende-se a participação de comunidades locais e da ciência no planejamento da infraestrutura.
Durante a 78ª Reunião Anual da SBPC, especialistas discutiram os desafios da expansão de data centers no Brasil, focando na necessidade de políticas públicas mais rígidas. O debate centralizou-se no elevado consumo de recursos naturais, como água e energia, essenciais para sustentar a infraestrutura de inteligência artificial. Pesquisadores alertaram para o risco de o país atuar apenas como fornecedor de recursos para o Norte Global, fenômeno classificado como colonialismo digital. Para mitigar esses impactos, o grupo defende a implementação de critérios de sustentabilidade, auditorias transparentes e a inclusão de populações locais nas decisões estratégicas. A medida visa garantir que o desenvolvimento da infraestrutura digital no país gere benefícios socioeconômicos reais, evitando a exploração predatória de recursos em prol de tecnologias desenvolvidas externamente.
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