Políticas migratórias dos EUA geram atrito na Copa do Mundo da Fifa
Gianni Infantino defende soberania dos EUA após críticas por restrições de entrada que afetaram árbitros e delegações no Mundial.
Pontos principais
- O jornal L'Équipe ironizou a relação entre a Fifa e o governo Trump após restrições de entrada afetarem profissionais do torneio.
- O árbitro somali Omar Artan foi detido por 11 horas e impedido de entrar nos EUA, enquanto membros da delegação iraniana tiveram vistos negados.
- Gianni Infantino declarou que a Fifa respeita a soberania dos governos e não possui poder sobre decisões migratórias nacionais.
- Devido a conflitos diplomáticos, a delegação do Irã teve sua base operacional transferida para Tijuana, no México.
A gestão da Fifa durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos enfrenta críticas crescentes após o jornal francês L'Équipe retratar o presidente da entidade, Gianni Infantino, como subordinado às políticas migratórias do governo Trump. O impacto das restrições tornou-se evidente com a detenção do árbitro somali Omar Artan e a deportação de profissionais de delegações como a do Iraque. Em resposta, Infantino lamentou os episódios, mas ressaltou que a Fifa não possui autoridade sobre as leis de imigração dos países-sede, afirmando que a entidade deve respeitar a soberania nacional. Para contornar os entraves diplomáticos, a delegação do Irã, que teve 14 integrantes com vistos negados, precisou transferir sua base para Tijuana, no México. Apesar das tensões, o presidente da Fifa reforçou o compromisso de assegurar a participação iraniana no Mundial de 2026.
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