Trump articula candidatura de Gianni Infantino à secretaria-geral da ONU
O presidente Donald Trump defende a indicação do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para suceder António Guterres na ONU em 2027.
Pontos principais
- Donald Trump busca emplacar Gianni Infantino na liderança da ONU após o fim do mandato de António Guterres em dezembro de 2026.
- A articulação ocorre em meio à crescente proximidade política entre o presidente dos EUA e o dirigente esportivo.
- A possível candidatura enfrenta desafios, exigindo aprovação do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas.
- A relação entre ambos foi marcada pela entrega de um 'prêmio da paz' da Fifa a Trump durante a Copa do Mundo de 2026.
- A gestão de Infantino na Fifa tem sido alvo de críticas por parte de dirigentes da US Soccer e da Federação Alemã de Futebol.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou articulações para promover a candidatura de Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A sucessão de António Guterres, cujo mandato encerra-se em dezembro de 2026, deve ser definida no segundo semestre deste ano, e o nome de Infantino surge como uma aposta do governo americano para a liderança da entidade internacional. A estratégia reflete o estreitamento de laços entre os dois líderes, consolidado durante a Copa do Mundo de 2026, quando Infantino concedeu a Trump um 'prêmio da paz' da Fifa.
Contudo, a movimentação política tem gerado controvérsias no cenário esportivo e diplomático. Críticos, incluindo o vice-presidente da US Soccer, Nathán Goldberg, apontam que a proximidade excessiva entre o dirigente da Fifa e o governo americano compromete a integridade e a independência da entidade esportiva. Episódios como a anulação da suspensão do jogador Folarin Balogun, supostamente após interferência direta de Trump, alimentaram tensões e levaram federações, como a alemã, a questionar a gestão de Infantino. Para que a indicação à ONU avance, Infantino precisará superar o crivo do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, em um processo que promete ser marcado por intensos debates sobre a autonomia da Fifa frente a interesses governamentais.
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