Inflação, incerteza fiscal e instabilidade política levam gestoras a adotar cautela com ativos locais e buscar proteção em dólar e tecnologia nos EUA.
As maiores gestoras de recursos do Brasil adotaram uma postura defensiva diante de um cenário macroeconômico classificado como de triplo risco. A combinação de inflação persistente, incerteza fiscal e instabilidade política tem impactado diretamente a precificação de ativos locais, levando o mercado a considerar novas elevações na taxa Selic. Além da política monetária, o setor corporativo monitora com cautela o impacto de possíveis mudanças na jornada de trabalho, que poderiam elevar significativamente os custos operacionais das empresas. O consenso entre os especialistas aponta que o atual ciclo de estímulos governamentais, visto como populista, compromete a trajetória da dívida pública e aumenta o prêmio de risco. Como resposta, as gestoras têm privilegiado a alocação em dólar e em ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos, buscando proteção contra a volatilidade interna e a incerteza eleitoral que afeta a curva de juros DI.
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