Com o avanço das tecnologias de inteligência artificial, especialmente na criação de conteúdo sintético (deepfakes), surgiu a preocupação sobre seu uso indevido em campanhas eleitorais. Em resposta a essa preocupação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro iniciou um processo de atualização das regras de propaganda eleitoral. Em 3 de março de 2026, o TSE aprovou uma resolução que estabelece diretrizes específicas para o uso de IA nas eleições de 2026. A medida busca equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de proteger a lisura do pleito, focando na responsabilização das plataformas digitais e no combate à desinformação. A resolução, relatada pelo ministro Nunes Marques, introduziu a obrigatoriedade de rotulagem para conteúdos gerados por IA e impôs restrições à sua veiculação em períodos críticos próximos à eleição.