Taxas dos DIs sobem pela sexta sessão seguida com incerteza fiscal
Curva de juros avança com abandono de apostas em cortes da Selic, refletindo inflação persistente, alta do dólar e pressões externas.
Pontos principais
- Taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou em 14,845%, enquanto o contrato para 2027 superou 14,5%.
- Mercado financeiro abandonou apostas de cortes na Selic, prevendo manutenção ou redução do ritmo de flexibilização.
- Boletim Focus registra a 13ª semana consecutiva de elevação nas projeções de inflação para 2026.
- Desvalorização do real frente ao dólar e queda do Ibovespa evidenciam a aversão ao risco dos investidores.
- Pressões globais, incluindo a alta do petróleo e incertezas geopolíticas, agravam o cenário inflacionário.
As taxas dos DIs registraram alta pela sexta sessão consecutiva, refletindo um movimento de reprecificação na curva de juros brasileira. O mercado reagiu à inflação persistente e à percepção de que o Banco Central enfrentará dificuldades para conter a alta de preços em uma economia aquecida, levando ao abandono de apostas em cortes na taxa Selic. Esse cenário de cautela é agravado pela desvalorização do dólar e pela queda do Ibovespa, que refletem a aversão ao risco dos investidores diante de incertezas fiscais e políticas. Além dos fatores domésticos, a volatilidade é amplificada por pressões globais, como a alta do petróleo decorrente de tensões geopolíticas e a expectativa por decisões de juros do Federal Reserve. O ambiente externo, somado ao prêmio de risco elevado, mantém as taxas futuras pressionadas enquanto o mercado monitora eventos como a reunião do G7.
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